quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Velhas árvores - Olavo Bilac


Olha estas velhas árvores, mais belas

Do que as árvores moças, mais amigas,

Tanto mais belas quanto mais antigas,

Vencedoras da idade e das procelas...

O homem, a fera e o inseto, à sombra delas

Vivem, livres da fome e de fadigas;

E em seus galhos abrigam-se as cantigas,

E os amores das aves tagarelas,

Não choremos, amigo, a mocidade!

Envelheçamos rindo. Envelheçamos

Como as árvores fortes envelhecem,

Na glória de alegria e de bondade,

Agasalhando os pássaros nos ramos,

Dando sombra e consolo aos que padecem!

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